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- O dabigatran tem uma farmacocinética bastante previsível e, de forma geral, não tem que ter sua atividade monitorizada. É o mesmo conceito das heparinas de baixo peso molecular.
- Mas mesmo as heparinas de baixo peso molecular têm que ser monitorizadas em certas situações (ex: gestação, obesidade, insuficiência renal, etc) - o mesmo se aplica ao dabigatran? Sim. Nas situações exemplificadas assim como em casos de sangramentos, suspeita de intoxicação, necessidade de cirurgia de emergência.
- E como faço para monitorizar a ação do dabigatran, quando for necessário? Bem, isto pode ser um problema. O INR e o tempo de protrombina não costumam ser alterados pela medicação. O ttpa é alargado mas isto não ocorre de forma linear com a ação da medicação (diferente das heparinas não fracionadas, por exemplo). Ou seja, dá para dar uma idéia se está fazendo efeito ou não mas não gradua adequadamente o nível da ação anticoagulante exercida. O tempo de trombina serviria melhor para este fim mas o método varia muito de lugar para lugar.
- Quem não deve usar a medicação?
1- pctes com disfunção renal importante - (ClCr < 30 mL/min)
2- Hipersensibilidade à medicação
3- Hemorragia ativa importante
4- Lesões com risco aumentado de sangramento grave (ex: pcte com metástase cerebral)
5- Hepatopatia ativa. Os trials excluíram pctes com aumento maior do que 2x o limite superior da normalidade das transaminases.
6- Discrasias importantes da coagulação
7- Tratamento concomitante com cetoconazol, tacrolimus, ciclosporina ou itraconazol. Evitar o uso concomitante com rifampicina, quinidina.
O uso da medicação em pctes com <50 kgs ou com >110 kg foi pouco estudado. Cuidado ao usar o dabigatran neste grupo.
- O que aumenta o risco de sangramento com dabigatran
1- Idade >75 anos
2- ClCr<30-50 mL/min
3- Peso <50 Kg
4- Uso de inibidores da glicoproteína-p - amiodarona, quinidina, verapamil
5- Uso de outras medicações como clopidogrel, AAS, AINES6- Plaquetopenia
7- Coagulopatia