Esquema vacinal contra HPV no Brasil

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O Programa Nacional de Imunizações (PNI) adotou esquema de dose única para a vacinação de rotina de crianças e adolescentes contra o HPV, gerando muitos questionamentos e dificuldades de compreensão, tanto por parte dos profissionais da saúde quanto da população em geral.

O PNI elabora e coordena intervenções com foco na saúde pública. Para tanto, conta com o suporte do Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI), formado por representantes de instituições científicas e secretarias de saúde, profissionais de notório saber na área, entre outros.

Em reunião sobre a melhor estratégia para a vacinação contra o HPV no país, considerando o chamado global da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminação do câncer de colo de útero, foi decidido de forma unânime a substituição do esquema em vigor das vacinas HPV4 duas doses pelo de dose única para crianças e adolescentes de ambos os sexos de 9 a 14 anos de idade e, temporariamente, como estratégia de resgate, para adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam nenhuma dose.  

Após as mudanças, a vacina HPV4 — única disponível na rede pública até o momento — passa a ser oferecida pelo PNI da seguinte forma:

• Meninas e meninos de 9 a 14 anos: uma dose, nas Unidade Básicas de Saúde (UBS);

• Adolescentes de 15 a 19 anos nunca vacinados: uma dose, nas UBS;

• Imunocomprometidos: três doses para pessoas de 9 a 45 anos, nos CRIE.  

• Pessoas de 9 a 45 anos vítimas de abuso sexual, não vacinadas ou incompletamente vacinadas: esquema previsto em bula para a faixa etária (duas doses de 9 a 14 anos ou três doses de 15 a 45 anos).  

A vacinação pode ser feita em unidades que atendem vítimas de abuso ou nas UBS, com encaminhamento;

• Papilomatose respiratória recorrente (PRR): em esquema de doses e faixas etárias a serem definidas oportunamente pelo PNI, nos CRIE.

A Sociedade Brasileira de Imunologia ( SBIM) recomenda, sempre que possível, a utilização preferencial da vacina HPV9, uma vez que os cinco sorotipos oncogênicos adicionais presentes na composição ampliam a proteção contra o câncer de colo de útero dos 70% oferecidos pela vacina HPV4 para cerca de 90%. Em percentuais variáveis,  a vacina  também aumenta a proteção para cânceres e lesões pré-neoplásicas associadas ao vírus em outros sítios anatômicos.

Sendo assim, a recomendação atual da SBIm está resumida no quadro abaixo:

Referencias:  

https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/informe-sbim-esclarecimentos-vacinas-hpv-240415-v2.pdf